segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Duas tardes quase perdidas na minha vida.

Olá, pessoas queridas! Nesse último final de semana (dias 04 e 05 de Dezembro), prestei vestibular para a PUCRS. Sim, personas, me prestei a prestar vestivular (hoho, piadiiiinha fail, ok). Well, well, foi uma experiência...digamos...interessante. Na verdade, acabei de completar o 2° ano do ensino médio, então essas provas não valeram absolutamente nada para mim, a não ser pela experiência. Enfim, minha opinião sobre os testes? Uma quase total perda de tempo. Sim! Exatamente isso! Okay, serei criticada arduamente depois dessa, mas tudo bem, eu aguento. Bem, vou explicar: Primeiramente, vamos definir qual é o objetivo de um vestibular. "Qual é?" Seu objetivo é realizar uma operação de corte, selecionar os alunos, avaliar sua capacidade. Até agora tranquilo? "Sim, não somos imbecis". Muito bem, muito bem. Agora, após essa esclarecedora conceituação, vamos à relação com a prova da PUCRS. O que me chamou a atenção quanto a prova da universidade foi o nível de complexidade das questões: ínfimo. Recordando, acabei de completar o 2° ano, não o 3°, e tive essa visão da prova. Antes que venham me trollar, prestem atenção no que escrevi: O NÍVEL DE COMPLEXIDADE ERA BAIXO. Ou seja, não necessitava-se de grande raciocínio lógico para resolver as questões. Não que eu seja aquele tipo de pessoa extremamente inteligente, não, nada disso, mas não é preciso ser dotado de um intelecto muito avançado para perceber que aquele teste não conseguiria "testar" efetivamente conhecimento e raciocínio algum. Agora perguntam-me "Mas por que o vestibular precisa ser tão difícil? Qual o problema com a prova ser fáicl?" Bem, como o objetivo do vestibular é, justamente, SELECIONAR, todos os problemas do mundo. Então, já que esse teste não seleciona absolutamente nada, por que a PUCRS não abre matrículas para os cursos sem ser necessária a realização da prova? Por que não para com essa perda de tempo e deixa os seus calouros ingressarem sem serem submetidos ao vestibular? Pague e faça a faculdade: isso seria melhor do que essa prova lamentável.
Heeeeeeey, people, por hoje é só. Agradeço por todas as visitas aqui no blog, continuem a ler, cuidem-se e até mais ;)
Aaah, acho que farei uma nova tag "contos". Estou gostando muito de escrever esse tipo de texto. O que vocês acham? podem deixar um comentário abaixo com a sua opinião sobre isso e sobre o texto. Kisses, kisses, kisses, see you!

Uma certa angústia



A pequena criatura fitava o tênue entardecer com os olhos já inundados por uma angustiante espera. Uma espera que o corroía e o amedrontava à medida que os segundos transformavam-se em minutos. As cores empalideciam-se, as sombras perdiam a forma e o sol baixava cada vez mais, até que o que se via era somente imagens escuras. Sabia que aquela floresta de sons e formas assombrosas era o seu destino, mas faiscava dentro de si a esperança de um caminho alternativo. Não, não havia qualquer outra alternativa.
Àquela altura do dia, qualquer ruído soava de maneira estrondosa e os gravetos caídos pelo chão relembravam-no disso a todo o instante. "Mais um pouco", mentia para si mesmo. "Somente mais uns poucos metros". Caminhava incessantemente, percorrendo cada centímetro sem esquecer do ruído infernal. Ah, aquele barulho ecoava, ressoava e permanecia deixando-o louco. O ser seguia seu caminho. O som não parava, tilintava em sua mente como pequenas agulhadas melódicas. A criatura sabia que aquilo seria a sua sina, mas prosseguia, não podia ficar onde estava. Permanecer ali seria um erro, devia caminhar e fazê-lo mais depressa. As árvores pareciam todas iguais em meio à escuridão mórbida que se fazia. O suor já lhe corria frio na lateral do pescoço. O ruído não para, não cessa, prossegue junto a ele, como se o seguisse. O suor evaporando já causava-lhe frio devido ao ar gélido daquela noite. "Mais um pouco, só mais um pouco", mentia novamente. Aquela brisa, antes gelada, tornava-se morna, cada vez mais morna e úmida. Sentiu-a próxima e definida. Sentiu-a próxima, definida e em seu pescoço. "Não, por favor não", pensava amedrontado. Sim, havia algo ali, certamente havia. "O que faço, será que devo me virar?", o medo já o consumia, a mistura de suor e frio o fazia ter calafrios. Àquela altura era difícil raciocinar direito: a angústia e o batimento cardíaco acelerado tiravam sua concentração. "Pode ser melhor prosseguir. Ou talvez seja melhor enfrentar o que quer que seja logo". As baforadas contínuas davam-no a sensação de que o tempo corria mais rápido e a espera o punha mais vulnerável. "Não há mais o que fazer, verei o que está aqui...", decidiu finalmente. 
Essa decisão poderia trazer um arrependimento profundo, ou um cândido alívio. Virou-se. De fato, não poderia existir arrependimento maior.