sábado, 16 de outubro de 2010

Sobre a velha opinião formada sobre...compromisso.

Perderei followers no twitter por isso, perhaps.

Olá, psiques reunidas em corpos! Meus últimos posts foram deprimentes e confusos porque eu estava deprimida e confusa, mas não estou mais assim, portanto, esse será diferente.
Já faz um bom tempo que eu reflito sobre os compromissos no sentido de relacionamentos amorosos entre as pessoas. Todos que eu conheço pensam que um relacionamento deve conter fidelidade, que isso é algo intrínseco ao compromisso assumido. Bem, não sei se é bem por aí. Na verdade, o meu pensamento sobre o fato é baseado em duas contradições muito grandes, que eu explicarei a seguir:
Contradição nº 1: Quando uma pessoa A ama uma pessoa B e o mesmo ocorre na ordem inversa, nem A pertence a B, nem B pertence a A. Podemos pensar nessa realidade transpondo para o universo das amizades, pois também trata-se de um tipo de relação afetiva, como o namoro e sendo assim, ser amigo de alguém não te dá o direito de possuir o outro. Relações de posse são impossíveis entre os seres humanos, tendo em vista que todos são livres por direito e natureza.
Contradição nº 2: Apesar de todos sermos livres e, portanto, não pertencermos a ninguém, se realmente amamos a quem estamos compromissados, porque iríamos procurar outro alguém?
Bem, definidas as duas bases do meu pensamentos, é hora de refletir. Como foi bem explícito na contradição nº 1, a concepção de "traição" estaria um tanto quanto errada. Imagine que você esteja namorando (se está, okay, n precisa imaginar) e descobre que o seu namorado/a o traiu. Praticamente TODAS as pessoas do mundo iriam condenar no namorado/a. Entretando, pense que ele ou ela ama seu "cônjuge", mas em um momento de impulsividade e certa necessidade carnal, traiu. Isso está assim tão errado? Se ninguém pertence a ninguém, porque devemos em situações como essa? In fact, penso que todo o estigma do ato de infidelidade tem a ver com a possibilidade da pessoa que foi infiel apaixonar-se por outro, e não pela ocorrência da traição em si. O namoro e o casamento são vistos como contratos de esclusividade, mas os seres humanos não são exclusivos.
Porém, se alguém está efetivamente feliz com o seu parceiro, por que sentiria a necessidade de trair? Bem, apesar da quase unânime revolta das mulheres, está comprovado que os homens traem mais, por diversos fatores. Sendo assim, não seria a questão genética e biológica um fator para a traição? Bem plausível.
Talvez toda essa questão seja mais um dogma imposto pela religião, não sei, difícil chegar a uma conclusão sobre isso. O mais importante é que pessoas traídas reflitam além do fato antes de romper um relacionamento. A pergunta a ser feita é: Ele/ela realmente me ama e isso tudo não passou de uma coisa banal? É precido enxergar além dos ciúmes. Relacionamentos falidos não o são por causa de alguma infidelidade, mas são infiéis porque já não satisfazem mais. Claro que nem toda traição decorre de um relacionamento ruim. Como disse anteriormente, existe também a questão biológica e até social. Todos nós cansamos das pessoas. Estar sempre com os mesmos é enjoativo, mudar de ares é necessário. Então, talvez a infidelidade moderada possa até salvar um relacionamento. Agora, a traição frenética e compulsiva demonstra que a relação não está satisfazendo em quase nada os cônjuges. Nesse caso há um problema.
Nossa, escrevi bastante hoje. Talvez eu faça mais posts sobre essa questão à medida que for descobrindo e pensando coisas novas, mas à princípio é isso. Beijocas, tartarugas ninjas, o mestre Splinter fica por aqui.

10 comentários:

  1. interessante teu pensamento. seria que tu recorreria a todas essas questões se fosse traída?

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  2. Bem, acho q nessas situações o fator "ciúmes" é determinate...mas não sei te responder com clareza. Eu sempre tento recorrer ao lado racional, sabe, é uma característica minha, mas claro q a emoção pesa. Sinceramente eu n sei, desculpa.

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  3. Wielbiciel.

    Acho que o fator ciúmes não é tão determinante quanto a decepção. Pois quando o relacionamento é verdadeiro, com amor intenso, o "cônjuge" se entrega de tal maneira que nem passa pela sua cabeça a traição do companheira(o). Isso, se a pessoa vê o amor existente em seu relacionamento com mutualidade, ou seja, uma visão "Eu a amo tanto quanto ela me ama".

    Adorei o post. Tem uma visão bastante polêmica. Parabéns

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  4. acho que a traição não tem nada a ver com fatores biológicos e tal. Dá pra entender o teu ponto de vista, ms vivemos numa sociedade que valoriza a fidelidade de duas pessoas casadas - pensando em casamento, pq namorinhos de colégio não são tão importantes- e trair a confiança e o amor que o outro depositou em ti na hora de se casar contigo é uma total falta de respeito e de consideração, além de ser uma grande decepção. Se a pessoa não está feliz, se separe, ms não traia. nada justifica.

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  5. Obrigada pelos comentários de vcs dois, Anônimos! Fiquei muito feliz com as opiniões :)
    Bem, respondendo ao primeiro, a decepção é sim relevante, você tem razão. Porém, ao meu ver, ela só acontece porque achamos que possuimos a quem amamos. Se não fosse dessa maneira, talvez não existiria decepção, talvez fosse algo um tanto banal.
    Agora, respondendo ao segundo, eu respeito a tua opinião, mas é exatamente sobre isso que eu estou querendo pensar a respeito. A moral de uma sociedade não passa de mera convenção que, muitas vezes, não condiz com um pensamento racional. Eu diria até que essa história do casamento fiel é um dogma judaico cristão, é só observar que em outras religiões não é bem assim. Somos seres sociais, é claro, mas também somos animais e temos nossos instintos e genética próprios.

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  6. anônimo do 1° post
    é muito legal ver que tu sempre procura das atenção aos comentários e tenta respondê-los do teu jeito de pensar, sem se deixar influenciar pelo politicamente correto da sociedade! parabéns! e continua escrevendo...

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  7. Obrigada, Anônimo! Pode deixar, continuarei escrever e muito obrigada mesmo pelo reconhecimento ^^

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  8. As duas idéia são corretas, ninguém pertence a ninguém.

    Porém num relacionamento deve ter algo claro quanto a isso.

    Ex1: Somos namorados, porém temos a nossa liberdade carnal de nos envolvermos com outras pessoas.

    Ex2: Somos namorados, porém não quero ter vc como meu, mas caso queira outras coisas fora da relação, eu prefiro saber e terminar.

    Isso ao mesmo tempo é simples, porém é complicado demais.

    Sabemos de caras que traem suas namoradas, mas isso não é algo claro na relação, não existe este "acordo" sendo assim eu acho uma sacanagem e aí vai de contra a lealdade do relacionamento.

    Adorei o texto :)

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  9. Garota Misteriosa, concordo com o que você falou. A lealdade deve ser preservada, o que não quer dizer que não possa haver traição. Pois é, essa questão de "estabelecer o acordo" é complicada, porém, o "acordo" de que a traição não será tolerada está um tanto implícito nos moldes morais contemporâneos. Se essa ideologia já está implícita, ela poderia ser substituída pela outra, igualmente implícita. Porém, porém, porém...isso não resolve o problema da decisão. A não ser que a ideologia em questão fosse a de tomar essa decisão no início de um relacionamento. A questão é, a partir de qual momento você pode afirmar que está em um relacionamento? Complex.
    Obrigada pelo coment, flor, beijocas!

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  10. seria muito mais legal se tu tivesse tido toda a experiencia de amar antes de postar. eu ja achei que tive essa experiencia e mesmo ano tendo passado por ela eu achava que sabia,e pensava mt parecido contigo. mas quando eu soube mesmo como é amar alguém, eu vejo as coisas de um jeito quase contrário... acho que tu deveria reescrever depois de se apaixonar realmente(nao escolarmente) e passar pelas coisas que os casais passam, as coisas dificeis e as maravilhosas, acho que isso ia te dar um ponto de vista muito mais amplo, mas cada um cada um

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