domingo, 17 de outubro de 2010

Sanguessuga moribunda

Oi, gente legal que lê o que eu escrevo! Bem, esse post será uma história, uma história real. Comentarei após.

 Estavam eles, os alunos, sentados em seus banquinhos ao redor das grandes mesas retangulares do laboratório de biologia. Os sujos potes de vidro expostos em prateleiras empoeiradas continham criaturas e partes de criaturas devidamente conservadas. A aula era sobre anelídeos. O professor chamou a atenção da turma sobre a sanguessuga que havia em um dos potes de vidro.
"Trouxe-a já faz um tempo e ela ainda não se alimentou. Voluntários?"
Todos permanecem em silêncio, a não ser pelas piadinhas esparsas e risos sobre o assunto. O professor tenta novamente:
"Não acontece nada de mais, não transmite doença. Ela suga um pouco de sangue só, essa é pequenininha, gente."
Silêncio novamente, até que alguém se manifesta:
"Tudo bem, eu vou."
Um dos meninos toma a iniciativa, porém, o animal ronda seu dedo totalmente imerso no pote com água e nada faz.
"Não foi dessa vez." diz o professor, tristemente. "Mais alguém se candidata?"
A menina se candidatou, um tanto quanto forçada pelos colegas, mas foi. Entretanto, o pequeno anelídio não sugava nem uma gota de seu sangue, apesar de ter tentado fixar-se. O animal procurava um canto ideal, talvez uma pele bem fina para que a força que lhe restara fosse suficiente para perfurar-lhe a carne.
Nada funcionou. A sanguessuga permacia moribunda e, certamente, no breve caminho da morte.

Ela era um pouco menor que essa em comprimento e espessura.
Essa história é real. A menina sou eu e a sanguessuga não quis o meu dedo, me senti rejeitada e chorei por 3 dias. :( Ta, eu me senti rejeitada, mas não chorei não. O pobre animalzinho talvez não estivesse mais com forças para perfurar a minha pele. Ou talvez não. Não sei o que houve com ele, mas fiquei triste pela vida que não consegui salvar. Isso foi bem interessante, muito interessante...reflitam!

7 comentários:

  1. Wielbiciel.

    Você não foi rejeitada. Aparentemente, você não era condizente com a necessidade terminal da sanguessuga.

    "O animal procurava um canto ideal, talvez uma pele bem fina para que a força que lhe restara fosse suficiente..."

    Gostei do que você escreve. Parabéns.

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  2. Refletindo profundamente aqui...

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  3. Olá! Ah, muito obrigada mesmo, Wielbiciel, que bom que você gostou!
    Continue refletindo, Anônimo, keep going...

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  4. VAMOS ATUALIZAR! bjss adoro seu blog

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  5. vamos, vamos atualizar sim! vou escrever agora, postarei logo mais ;)

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  6. adorei o post ^^
    tu escreve muito bem :D
    eu sempre quis saber como é ser mordido por uma sanguessuga. todo o esquema do anticoagulante e tal aeuheiuhae

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  7. Oi, Gabe! Olha, ela não chegou a me morder mesmo, aí n sei te explicar a situação toda. Mas eu sei q ela libera uma substância anestésica, então quem ela morde não sente a mordida. Provavelmente, uma substância anticoagulante também seja liberada. Muito obrigada pelo elogio! :)

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